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Futuro (soneto)
Transporte Público de qualidade, embarque na ideia!
É preciso repensar a forma de conduzir nossa política de transporte em massa. O Passe Livre, que busca dar gratuidade nos transportes coletivos, aos estudantes da rede pública de ensino, é uma ideia a ser discutida e posta em prática, pois ,além de tudo, possui viés sócio-educacional.
Busquemos em lugares que lograram êxito, em seus transportes de massa, o rumo para produzir melhores resultados aqui. Em Toronto, no Canadá, a forma de pagamento, as placas de informações e a pontualidade são fortes estimulantes ao uso desse meio de locomoção.
SONETO DA EXISTÊNCIA

(IN)SEGURANÇA PÚBLICA

Cine São José
Um corpo em busca da alma; é assim que podemos definir o prédio do antigo Cine São José. Patrimônio de Campina que tem sido esquecido durante décadas, numa cidade universitária que necessita de mais espaço para abrigar sua cultura.
Sem utilização nenhuma – só servindo de abrigo aos marginais – o antigo cine, localizado em espaço privilegiado no centro da cidade, aguarda apenas a iniciativa dos que, se não constroem, deveriam zelar pelo que ainda existe.
Uma bandeira de luta, sem dúvida, honrada e viável, que ganha alma ao ser empunhada por estudantes da nossa querida UEPB. É o grito que ecoa dos que produzem conhecimento e cultura, na busca de um espaço - como uma alma penada - para se solidificar.
A geração responsável pelo futuro quer mais chão para iniciar a sua caminhada, e o que falta apenas é vontade do poder público em atender e entender o seu valor.
Fica o registro de minhas palavras, que não cabem no silêncio de um espaço abandonado: é necessário plantar hoje o amanhã, e um espaço que já foi berço de grandes espetáculos não pode ser gravado no vazio.
A reabertura do Cine São José é Campina “fazendo o filme” da sua história revelada.
MAIS INFORMAÇÕES SOBRE A LUTA PELA CULTURA:
http://comcuca.blogspot.com/2010/05/em-luta-pelo-cine-sao-jose.html
Primeiros versos decassílabos
O mote está em negrito e é de autoria dos Nonatos.
A = Alfrânio
AN = Asfora Neto
A -Você pode investir noutros amores.
AN - Insegura, enganada e sem sucesso
A - e talvez nem espere o meu regresso,
AN - abalada por meros dissabores.
A - Ignore, portanto, as minhas dores,
A - a maneira que tenho de sofrer.
AN - Não adianta tentar, pois sem você,
A - nada pode conter o meu penar.
VOCÊ PODE PEDIR PRA EU ME AFASTAR,
SÓ NÃO PODE OBRIGAR-ME A LHE ESQUECER.
AN - Nosso fim foi um beco sem saída,
A - me perdi quando tudo terminou.
AN - Você jura que não, mas aprovou,
A - o momento da nossa decaída.
AN - Hoje mesmo te vejo envaidecida,
A - sem lamento e sem choro no perder.
AN - Foi andando nas ruas, sem você,
A - que eu sozinho aprendi a caminhar.
VOCÊ PODE PEDIR PRA EU ME AFASTAR,
SÓ NÃO PODE OBRIGAR-ME A LHE ESQUECER.
A - Você pode entender que estou sofrendo,
AN - sufocando o meu pobre coração,
A - mas você sabe bem qual a razão,
AN - do tormento que hoje estou vivendo.
A - Mas a gente na dor vai aprendendo,
AN - que não pode viver só por viver!
A - Muito embora não pare de sofrer,
AN - refletir, de chorar e lamentar.
VOCÊ PODE PEDIR PRA EU ME AFASTAR,
SÓ NÃO PODE OBRIGAR-ME A LHE ESQUECER.
AN - Relembrando os momentos de um dia,
A - com carinho eu recordo os nosso beijos
AN - no quartinho ou momentos de festejos,
A - que soubemos curtir com alegria.
AN - Hoje lembro, também sinto agonia
A - em ver isto no tempo se perder.
AN - Sei, faz falta pra mim e pra você,
A - não há nada pra se comemorar.
VOCÊ PODE PEDIR PRA EU ME AFASTAR,
SÓ NÃO PODE OBRIGAR-ME A LHE ESQUECER.
Sim, Alfra tem um blog: http://alfrapoemas.blogspot.com/
Acessem, vale a pena!
O leite e o livro
Extraído do site: http://www.gentedeopiniao.com.br/ler_noticias.php?codigo=38740
Entretenimento
CINEMA EM CASA
(http://cinema-na-sua-casa7.blogspot.com/)
Blog do Leo
Para quem admira uma maneira diferente de enxergar as coisas, recomendo a leitura.
http://wwwleonardopr.blogspot.com/
Meia entrada
Essa prática já vem sendo usada há tanto tempo que passa despercebida por muitos. A própria UNE, a UBES e outras entidades representantes dos estudantes ficam caladas. Tomei conhecimento a mais de dois anos que existiam processos movidos pelos estudantes contra esse tipo de abuso, porém até hoje permaneço sem escutar o eco desse grito.
Será que a justiça por ser cega não compreende o que freqüentemente colocam no ingresso (“Estudante: R$XX,xx”)? Sendo o mesmo valor cobrado a todos de forma idêntica, estudante ou não. Tiremos essa venda dos olhos da justiça para que ela enxergue o que estão fazendo!
Por quanto tempo a sociedade e os órgãos de fiscalização responsáveis irão manter-se de braços cruzados? O rei está nu!
Quatro histórias de Natal
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O preço de um ideal e a hipocrisia

É natural no contagiante calor da juventude aflorar a defesa de “ideais” de liberdade, justiça e solidariedade. Mas com o passar do tempo a maioria das pessoas se vêem amordaçadas por causas cada vez mais individuais e seletistas.
O dinheiro, num mundo que focaliza excepcionalmente os shoppings centers e suas ofertas, torna-se o objetivo de vida de muita gente. As causas sociais são defendidas de maneira a ostentar apenas o status e afagar (ou enganar?) a consciência que grita no vazio de seu próprio espaço.
Para “vender a alma” só basta o lance e muitos são arremessados até a vala onde multidões caminham para um abismo lamacento, com a intocável consciência de tarefa cumprida que só a ignorância traz. Determinado grau de satisfação vem acompanhado de altas doses de hipocrisia, tão encantadoras e convincentes que alguns chegam a se comover de sua boa conduta perante a “sociedade” numa auto-reflexão.
São raras as pessoas que no meio do caminho não param de escutar o clamor humanitário que esperneia diante de tanta injustiça. A sede de igualdade dos que ainda possuem alguma água e sentem a necessidade de distribuí-la para quem não tem, está cada vez mais escassa.
Passeio Socrático (Frei Beto)
"Quem trouxe a fome foi a geladeira", disse.
O eletrodoméstico impôs à família a necessidade do supérfluo: refrigerantes, sorvetes etc. A economia de mercado, centrada no lucro e não nos direitos da população, nos submete ao consumo de símbolos. O valor simbólico da mercadoria figura acima de sua utilidade. Assim, a fome a que se refere Carlinhos Brown é inelutavelmente insaciável.
É próprio do humano - e nisso também nos diferenciamos dos animais - manipular o alimento que ingere. A refeição exige preparo, criatividade, e a cozinha é laboratório culinário, como a mesa é missa, no sentido litúrgico.
A ingestão de alimentos por um gato ou cachorro é um atavismo desprovido de arte. Entre humanos, comer exige um mínimo de cerimônia: sentar à mesa coberta pela toalha, usar talheres, apresentar os pratos com esmero e, sobretudo, desfrutar da companhia de outros comensais.
Trata-se de um ritual que possui rubricas indeléveis. Parece-me desumano comer de pé ou sozinho, retirando o alimento diretamente da panela.
Marx já havia se dado conta do peso da geladeira.
Nos "Manuscritos econômicos e filosóficos" (1844), ele constata que "o valor que cada um possui aos olhos do outro é o valor de seus respectivos bens. Portanto, em si o homem não tem valor para nós”.
O capitalismo de tal modo desumaniza que já não somos apenas consumidores, somos também consumidos. As mercadorias que me revestem e os bens simbólicos que me cercam é que determinam meu valor social.
Desprovido ou despojado deles, perco o valor, condenado ao mundo ignaro da pobreza e à cultura da exclusão.
Para o povo maori da Nova Zelândia cada coisa, e não apenas as pessoas, tem alma. Em comunidades tradicionais de África também se encontra essa interação matéria-espírito. Ora, se dizem a nós que um aborígine cultua uma árvore ou pedra, um totem ou ave, com certeza faremos um olhar de desdém.
Mas quantos de nós não cultuam o próprio carro, um vinho guardado na adega, uma jóia?
Assim como um objeto se associa ao seu dono nas comunidades tribais, na sociedade de consumo o mesmo ocorre sob a sofisticada égide da grife.
Não se compra um vestido, compra-se um Gaultier; não se adquire um carro, e sim uma Ferrari; não se bebe um vinho, mas um Château Margaux. A roupa pode ser a mais horrorosa possível, porém se traz a assinatura de um famoso estilista a gata borralheira transforma-se em Cinderela...
Somos consumidos pelas mercadorias na medida em que essa cultura neoliberal nos faz acreditar que delas emana uma energia que nos cobre como uma bendita unção, a de que pertencemos ao mundo dos eleitos, dos ricos, do poder. Pois a avassaladora indústria do consumismo imprime aos objetos uma aura, um espírito, que nos transfigura quando neles tocamos. E se somos privados desse privilégio, o sentimento de exclusão causa frustração, depressão, infelicidade.
Não importa que a pessoa seja imbecil. Revestida de objetos cobiçados, é alçada ao altar dos incensados pela inveja alheia. Ela se torna também objeto, confundida com seus apetrechos e tudo mais que carrega nela, mas não é ela: bens, cifrões, cargos etc.
Comércio deriva de "com mercê", com troca. Hoje as relações de consumo são desprovidas de troca, impessoais, não mais mediatizadas pelas pessoas.
Outrora, a quitanda, o boteco, a mercearia, criavam vínculos entre o vendedor e o comprador, e também constituíam o espaço das relações de vizinhança, como ainda ocorre na feira.
Agora o supermercado suprime a presença humana. Lá está a gôndola abarrotada de produtos sedutoramente embalados. Ali, a frustração da falta de convívio é compensada pelo consumo supérfluo.
"Nada poderia ser maior que a sedução" - diz Jean Baudrillard - "nem mesmo a ordem que a destrói."
E a sedução ganha seu supremo canal na compra pela internet. Sem sair da cadeira o consumidor faz chegar à sua casa todos os produtos que deseja.
Vou com freqüência a livrarias de shoppings. Ao passar diante das lojas e contemplar os veneráveis objetos de consumo, vendedores se acercam indagando se necessito algo.
"Não, obrigado. Estou apenas fazendo um passeio socrático", respondo. Olham-me intrigados.
Então explico:
Sócrates era um filósofo grego que viveu séculos antes de Cristo.
Também gostava de passear pelas ruas comerciais de Atenas.
E, assediado por vendedores como vocês, respondia:
"Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz".
Novo modelo
Meus artigos de opinião não deixarão de serem escritos, apenas incremento ao Blog um modelo cada vez mais dinâmico e participativo.
Castelo Branco e Mendes Morais
Borborema, tropeiros e burramas
CHE
Hegel dizia que existem personagens cuja biografia não ultrapassa o plano da vida privada, enquanto outros são os personagens cósmicos, estes cujas biografias coincidem com o olho do furacão da história.
O Che é um destes personagens cósmicos. Basta dizer que, independente de qualquer campanha publicitária, sua imagem transformou-se na mais vista do século XX e assim continua neste novo século. Nenhum esportista, artista ou músico, mesmo com bilionárias promoções pelo mundo globalizado afora, se mantém num lugar parecido. O Che veio para ficar.
Novas gerações, nascidas depois da morte do Che, continuam identificando-se com sua imagem, com seu sentimento de rebeldia, com sua coragem, com sua luta implacável contra toda injustiça.
Não vou gastar palavras inúteis para falar do Che. Basta reproduzir algumas das suas frases, que selecionei para o livro “Sem perder a ternura”.
“A única coisa em que acredito é que precisamos ter capacidade de destruir as opiniões contrárias, baseados em argumentos ou, senão, deixar que as opiniões se expressem. Opinião que precisamos destruir na porrada é opinião que leva vantagem sobre nós. Não é possível destruir as opiniões na porrada e é isso precisamente que mata todo o desenvolvimento da inteligência...”
“Nós, que, pelo império das circunstâncias, dirigimos a revolução, não somos donos da verdade, menos ainda de toda a sapiência do mundo. Temos que aprender todos os dias. O dia que deixarmos de aprender, que acreditarmos saber tudo, ou que tivermos perdido nossa capacidade de contato ou de intercâmbio com o povo e com a juventude, será o dia em que teremos deixado de ser revolucionários e, então, o melhor que vocês poderiam fazer seria jogar-nos fora...”
“Deixa-me dizer, com o risco de parecer ridículo, que o verdadeiro revolucionário é feito de grandes sentimentos de amor.”“Nosso sacrifício é consciente. É a cota que temos de pagar pela liberdade que construímos.”
“Muitos dirão que sou aventureiro, e sou mesmo, só que de um tipo diferente, destes que entregam a própria pele para demonstrar suas verdades.”
“Sobretudo, sejam capazes de sentir, no mais profundo de vocês, qualquer injustiça contra qualquer ser humano, em qualquer parte do mundo.” (Carta de despedida aos filhos)“É preciso endurecer, sem perder a ternura, jamais.”
“Que importam os perigos ou os sacrifícios de um homem ou de um povo, quando está em jogo o destino da humanidade.”
“É um dos momentos em que é preciso tomar grandes decisões: este tipo de luta nos dá a oportunidade de nos convertermos em revolucionários, o escalão mais alto da espécie humana, mas também nos permite graduar como homens.”
“Nós, socialistas, somos mais livres porque somos mais completos; somos mais completos porque somos mais livres.”
"Férias"
De qualquer forma, dentro de uma semana voltarei a postar normalmente.
Navegar é Preciso

"Navegar é preciso; viver não é preciso".
Quero para mim o espírito [d]esta frase, transformada a forma para a casar como eu sou:
Viver não é necessário; o que é necessário é criar. Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso. Só quero torná-la grande, ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.
Só quero torná-la de toda a humanidade; ainda que para isso tenha de a perder como minha. Cada vez mais assim penso.
Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir para a evolução da humanidade.
É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.

